E se numa tarde de domingo qualquer, eu te visse aparecer no meu portão
de grades
brancas, com um sorriso radiante, e com os olhos de quem parece que
me
olha pela primeira vez,
eu te pediria perdão por não ser só tua durante nosso abraço.
Porque enquanto teus braços me embalassem,
eu não apagaria da nossa cena o céu branco de outono,
o vento morno e deliciosamente sem graça, que dá sono e atiça os sonhos,
o momento em que a tarde espera ansiosa pelas estrelas.
Pensar assim não seria traição: seria apenas um olhar fotográfico sobre
o nosso amor.
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