sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Passo a passo

Esquecer da dor. E sentir dor de novo para reaprender a sorrir. Ensinar ao próprio corpo torto que a felicidade é a postura correta. Depois do primeiro sorriso, dor de deixar para trás a tristeza, bactéria que confunde negativamente os pensamentos. Depois do segundo sorriso, desconforto por não ter plano algum para o futuro. Inspirar ar puro sem preocupações, e perceber que sorrir não dói mais. Sorrir pela terceira vez, com o peito já estufado e leve, boiando na brisa fresca de sonhos novos, e talvez melhores. E sorrir pela quarta vez, pela centésima vez, e descobrir, ao acordar, que não parou de sorrir nem para dormir.

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