E de mim, ficou só a lembrança,
ficou só aquele olhar gravado em foto;
aquele olhar, não se sabe pra onde e aquele sorriso, não se sabe por quê,
aquele gosto de entardecer colorido e de noite estrelada de verão.
De mim, ficou o sorriso para a lua e para o céu,
o jeito de menina eterna,
os pensamentos de poeta.
De mim, ficou o amor por viver e o ver viver.
Uma vírgula aqui, se algum dia for o caso.
Ou um ponto aqui.
Mas sempre um novo parágrafo.
Em outra linha ou nesta.
Desde que a poesia nunca termine.
domingo, 30 de novembro de 2014
Cedo
Enquanto as coisas ainda são assim,
enquanto nosso agora ainda não é história,
enquanto ainda só há folhas tenras antes dos botões,
deixo nossos sorrisos se infiltrarem nas brechas dos minutos aglomerados.
enquanto nosso agora ainda não é história,
enquanto ainda só há folhas tenras antes dos botões,
deixo nossos sorrisos se infiltrarem nas brechas dos minutos aglomerados.
Mar calmo
Eu me achei sentada na areia,
num dia cinza de mar calmo,
vestida de renda leve que o vento leva,
segurando um colar de conchas que quer ir para onde o vento o manda.
Eu me achei desse jeito, parada no tempo,
mas sem medo de prosseguir.
Eu aqui enquanto você dorme.
Eu deitada e o sábado preguiçoso.
Eu tranquila e o mar sereno.
E só.
num dia cinza de mar calmo,
vestida de renda leve que o vento leva,
segurando um colar de conchas que quer ir para onde o vento o manda.
Eu me achei desse jeito, parada no tempo,
mas sem medo de prosseguir.
Eu aqui enquanto você dorme.
Eu deitada e o sábado preguiçoso.
Eu tranquila e o mar sereno.
E só.
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